quarta-feira, 18 de julho de 2012

Produção Poética



A Mente Atenta

Algumas coisas
Não posso mudar
Isso me frustra
E me faz chorar

Coisas que passaram
Coisas que estão passando
Coisas que não me deixaram
Que continuam me angustiando

Analiso com calma
Mas calma não estou
Isso me corroi a alma
Ou o que dela restou


Morte 


Sentamos e observamos a vida
Que por muitos passa despercebida
Eles mergulham num sono profundo
O qual os leva desse mundo 

Esse sono não podemos evitar
Algum dia irá chegar 
Chegará com muita destreza 
E virá para nos levar

Chegando por vezes sem avisar
Lágrimas são derramadas
Almas dilaceradas 
Mas não há como mudar 

Viver como quero 

Desejo viver a vida
Mas não da forma comum
Tentando ser decidida
Pensando como nenhum

Não quero adrenalina
Não quero muita emoção
Só quero um amor sincero
Que me encha o coração

Ser sincera comigo
E com os outros também
Ficar longe do perigo
Ser feliz como ninguém

Samantha Gouvea

A Pilha de Livros

Tenho uma pilha de livros
Livros empoeirados
Livros velhos
E livros rasgados

Tenho uma pilha de livros
Livros de ficção
Livros de aventura
E de ação

Tenho uma pilha de livros
Livros de terror
Livros de comédia
E livros de amor

Tenho uma pilha de livros
Que jamais será esquecida
Não é só uma pilha
É parte da minha vida

Sei

Sei que algo me leva
Sei que algo me traz
Sei que algo me constroi
Sei que algo me desfaz

Sei que a vida não é fácil
Sei que não é só calmaria
Sei que não é só tristeza
Sei que tem a alegria

Sei que às vezes estou sofrendo
Sei que às vezes estou chorando
Sei que às vezes estou sorrindo
Sei que às vezes estou pulando

Sei que a vida é curta
Sei que minh’alma está guardada
Mas ainda sou jovem
E da vida não sei nada

Lucas Soares

Por quê?

Por que tanta solidão?
Por que tanta dor no coração?
Será que essa dor é eterna?
Será que isso é para sempre?

Bem que você me avisou
E eu não acreditei
Em você não confiei

Achei que você
Queria se prender
Por que eu decidi
Não te entender?

Você me magoou
Machucou meu coração
E agora que te amo
Você só sabe dizer
Não

Emoções

Como explicar essa emoção
Que preenche meu coração?
Será paixão?
Será carinho?
Será felicidade?
Será o amor?
Não sei explicar

Eduarda Costa

Dia Diferente

Nesse dia muito triste
Há uma coisa dentro de mim
Dia diferente de se viver
Sinto agora uma angústia
Algo descontente
Mas eu sei o que sinto
Hoje descobri
É um jeito de amor.

Cristian Oliveira

Quando

Quando olho em seus olhos vejo uma luz
Quando toco em seus cabelos sinto-me livre
Das coisas que me fazem sentir
Amarga

Quando fico com você meu coração se faz
Inteiro

Nicole Renner

Amor

Você foi como um delírio de amor
Que arrancou do meu peito uma dor

E no lugar das cenas lindas
Que o tempo já levou
Ficou a ferida

Você era minha lembrança do bem
No escuro e no deserto
Fazendo de mim alguém

Amada simplesmente
Pelo que sou
Pelo que fui
Pelo que serei
Eterno amor

Tainá Santos

Te amo

Te amei, te amo, te amarei
Sei que em algum momento
Te abandonei
Mas com você
Sempre serei
Mais feliz
Como sempre sonhei

Quando vou dormir
Sempre lembro de nós dois
Dos momentos tristes
E das maluquices

Algum dia te esquecerei
Mas por enquanto
Apenas amo

Maria Eduarda Fiuza

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eles passarão...


A primeira turma do Tempo de Poetar vai deixar saudade. Nossos queridos poetas encerraram suas atividades na quinta-feira, 28/06. Na quinta e última oficina deste grupo, conhecemos mais sobre dois dos maiores poetas de todos os tempos, dois nomes que quem gosta de poesia está acostumado a ouvir: Fernando Pessoa e Mário Quintana



Após conversa sobre a biografia dos poetas e leitura de alguns poemas, passamos para a produção. Cada aluno escreveu pelo menos dois poemas neste dia. Em breve registrarei aqui os resultados. 




















Quanto a nós, professoras idealizadoras e realizadoras deste projeto, resta agradecer por tudo que aprendemos com esta turma maravilhosamente poética. Sentiremos saudade, sim. Mas o mais importante é sabermos que o Tempo de Poetar deles está só começando. As aulas podem ter acabado, mas a poesia é eterna e transcende.